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O que é a API de Conversões e porque é que os seus anúncios aprendem mal sem ela.

A Meta e a Google só conseguem trazer mais clientes se souberem quem foram os clientes. Na maior parte dos negócios, nunca lhes é dito.

Por Dhiogo Julião10 de outubro de 20266 min de leitura

Como as plataformas aprendem

Quando uma campanha corre, a Meta mostra o anúncio a milhares de pessoas e observa o que acontece. Quem clicou, quem escreveu, quem preencheu o formulário. Com esses sinais, procura pessoas parecidas com as que fizeram a ação pedida. É assim que o custo por resultado desce ao longo das semanas: a plataforma aprende.

O problema é a ação que lhe pedimos. Se a campanha está otimizada para "formulário preenchido", a Meta aprende a encontrar quem preenche formulários. Não quem marca, não quem aparece, não quem compra. E há muita gente que preenche formulários sem nunca comprar nada.

O píxel vê o browser; a API vê o negócio

O píxel é um pequeno código na página que diz à Meta o que a pessoa fez no site: viu a página, clicou no botão, enviou o formulário. Funciona, mas tem dois limites. Só vê o que acontece no browser, e cada vez vê menos, por causa dos bloqueadores e das restrições do iPhone e do Safari.

A API de Conversões é o caminho pelo lado do servidor. Em vez de ser o browser a avisar a Meta, é o sistema do negócio: o CRM diz "este contacto marcou", "este compareceu", "este comprou por 450 €". Esses eventos não dependem de cookies nem de bloqueadores, e são os que interessam, porque acontecem fora do site, dias depois do clique.

O que muda quando as vendas voltam às plataformas

Com a API de Conversões ligada ao CRM, a campanha pode ser otimizada para o evento que vale dinheiro. Em vez de "formulário", "marcação"; em vez de "marcação", "venda". A Meta passa a procurar pessoas parecidas com quem comprou. Foi isto que fez a diferença na WeCare4You: a mesma verba, com as conversões devolvidas às plataformas e redistribuída pelo que trazia consultas.

Há um pormenor técnico que decide se isto funciona: a deduplicação. O píxel e a API podem reportar o mesmo evento; se não forem marcados com o mesmo identificador, a Meta conta a dobrar e aprende mal. É por isso que o píxel na página e a API no CRM têm de ser montados em conjunto.

O que é preciso ter

  • Um CRM ou um sistema onde as marcações e as vendas sejam registadas com o contacto que veio do anúncio.
  • O píxel instalado na página com um identificador de evento por pedido, e a API a enviar os eventos seguintes com o mesmo identificador.
  • Os dados de correspondência (telemóvel, e-mail, nome, cidade) enviados de forma segura, para a Meta ligar o evento à pessoa que viu o anúncio.
  • Uma equipa que registe o que aconteceu: arrastar o cartão para "compareceu" ou "vendido" é o que alimenta tudo.

Como saber se está a aprender mal

Três sinais. O custo por resultado desce mas os clientes não aumentam. O relatório da Meta mostra muito mais resultados do que os que a equipa reconhece. E ninguém no negócio sabe dizer, para um cliente que comprou este mês, de que anúncio veio. Se dois destes são verdade, as plataformas estão a otimizar para a coisa errada.

Montamos isto em todos os clientes antes de ligar campanhas, porque sem medição não há otimização; há sorte. Se quiser perceber como ficaria no seu caso, a simulação no fim desta página lê o seu site e diz-lhe se o píxel e o rastreio existem.

Veja como ficaria no seu negócio.

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